Há dois dias do referendo e só agora eu venho escrever sobre ele. Outro dia, estava no msn com o M. e ele me perguntou se eu sabia a diferença de Referendo e Plebiscito. Além de não saber (será isso uma vergonha para uma jornalista? Mas quem disse que ser jornalista significa saber de tudo...), nunca me perguntei por que referendo e não plebiscito? Eleição eu sei o porquê de não ser. Então, meu amigo M. (estudante de direito da São Francisco) me explicou:
"Se a consulta tiver um carater de legitimação de uma decisão já estabelecida pelo processo legislativo ela é feita atravês de um referendo ocorrendo após a primeira decisão ocorrida nas cameras parlamentares. E se for uma consuta popular a respeito de um caminho a ser seguido pelos parlamentares é do plebiscito que estamos falando".
Até pouco tempo estava em dúvida do que votaria, mas decide pelo sim. Por um motivo muito simples e pontual, mas que não estou autorizada a postar aqui porque envolve outras pessoas. Acredito, e não é de hoje, que ter uma arma não defende ninguém. Muitas vezes pode até prejudicar aquele que já está sendo prejudicado. Não me imagino segurando uma e muito menos atirando em alguém. Espero mesmo que isto nunca aconteça comigo. Não quero prejudicar ninguém com o meu voto e muito menos tirar o direito dos outros, mas é direito meu acreditar que um Brasil sem armas será melhor. É claro que não conseguirão desarmar os bandidos. A diminuição da criminalidade depende do desarmamento e de políticas de inclusão social. Talvez, eu seja uma grande sonhadora (sim, eu sou) por acreditar que o acesso a educação de qualidade, a distribuição de renda e outras tantas coisas possam melhorar o mundo.
Sobre a propaganda das duas frentes, só posso concordar que o Não conseguiu atingir muito mais a população, apelar para a perda de um direito foi muito eficiente de fato. Mais eficiente que encher o programa de artistas famosos. Vamos esperar o fim da apuração para ver quem ganha. Mas não se esqueçam a pergunta é a seguinte: o comércio de armar e munição no Brasil deve ser proibido? Pra não vote 1, pra sim vote 2. A pergunta é um pouco complicada, ou melhor, poderia ser mais direta como "você é a favor que o comércio de armas e munição continue a existir no Brasil?" (ou algo parecido com isso). Mas já foi, talvez, a intenção tenha sido mesmo a de confundir os brasileiros.
"Se a consulta tiver um carater de legitimação de uma decisão já estabelecida pelo processo legislativo ela é feita atravês de um referendo ocorrendo após a primeira decisão ocorrida nas cameras parlamentares. E se for uma consuta popular a respeito de um caminho a ser seguido pelos parlamentares é do plebiscito que estamos falando".
Até pouco tempo estava em dúvida do que votaria, mas decide pelo sim. Por um motivo muito simples e pontual, mas que não estou autorizada a postar aqui porque envolve outras pessoas. Acredito, e não é de hoje, que ter uma arma não defende ninguém. Muitas vezes pode até prejudicar aquele que já está sendo prejudicado. Não me imagino segurando uma e muito menos atirando em alguém. Espero mesmo que isto nunca aconteça comigo. Não quero prejudicar ninguém com o meu voto e muito menos tirar o direito dos outros, mas é direito meu acreditar que um Brasil sem armas será melhor. É claro que não conseguirão desarmar os bandidos. A diminuição da criminalidade depende do desarmamento e de políticas de inclusão social. Talvez, eu seja uma grande sonhadora (sim, eu sou) por acreditar que o acesso a educação de qualidade, a distribuição de renda e outras tantas coisas possam melhorar o mundo.
Sobre a propaganda das duas frentes, só posso concordar que o Não conseguiu atingir muito mais a população, apelar para a perda de um direito foi muito eficiente de fato. Mais eficiente que encher o programa de artistas famosos. Vamos esperar o fim da apuração para ver quem ganha. Mas não se esqueçam a pergunta é a seguinte: o comércio de armar e munição no Brasil deve ser proibido? Pra não vote 1, pra sim vote 2. A pergunta é um pouco complicada, ou melhor, poderia ser mais direta como "você é a favor que o comércio de armas e munição continue a existir no Brasil?" (ou algo parecido com isso). Mas já foi, talvez, a intenção tenha sido mesmo a de confundir os brasileiros.
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